Mãetamorfose em Palavras

A cápsula

19 out de 2012 comentários
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Oi Meu nome é Bruna. Sou Mãe de duas Princesas. Tenho algumas neuroses e essa semana constataram que eu sou uma mãe “SUPER PROTETORA”.
Toda mãe tende a super proteger o filho, umas mais outras menos. Eu sou do grupo das MAIS. Das Mais +, mesmo.
Não, não falo disso com ORGULHO. Falo disso como um princípio de problema na minha vida e na vida das minhas filhas.
Desde a Princesa eu já vinha demonstrando vários traços dessa insegurança. As coisas, e algumas pessoas ao nosso redor, eram consideradas por mim como PERIGO.
Alerta máximo era ligado com freqüência.
– Não mexe aí, filha! Não pega nisso. Larga aquilo. Vem pra cá pra perto de mamãe…. (entre outros “freios” faziam parte do meu vocabulário diário).
Quantas pessoas vieram me pedir pra levar a Princesa para os cantos e eu neguei! Ô se negavaaaaa… Podia ser até meus irmãos. Na maioria das vezes minha resposta era: NÃO vai.
Dava qualquer desculpa, ou se tinha intimidade falava que não era lugar adequado pra uma criança, ou não era época de ir pra piscina, ou não tava sol suficiente pra praia, ou tava sol até demais pra sair de casa.
Aos poucos, fui cedendo. Teve a ver com o crescimento da Princesa e suas atitudes maduras, com a própria necessidade dela estar em outros ambientes com o Pai, onde eu, a super protetora, não tinha controle algum.
E assim fui me libertando dessa “nóia arraigada” e deixando-a voar. Devagar, mas sempre.
Eis que tudo isso volta à tona, com força TOTAL. Dessa vez com a Miúda. Como alguns já sabem, ela nos deu um susto ao nascer. E desde então, o que eu tinha dentro de mim ressurgiu como uma LOBA.
A Miúda está sendo criada numa redoma.
Minha nossa! Como eu deixei isso acontecer de novo? E o pior: potencializado. Ela está começando a descobrir as coisas agora, só agora.
Quando fez um ano, foi um prazo na minha cabeça, comecei esse processo de libertação. Muito lento, diga-se de passagem.
Mas agora fui intimada a acelerar este processo. Essa semana escutei do médico que quem estava precisando de terapia era EU.
 As perguntas conclusivas foram simples:
Quantas vezes você a levou para praia? – 2 vezes. O verão tá recomeçando agora, vá! Dê o desconto.
Quantas vezes você a levou para o parque? – 3 vezes. Ou 4?
Qual a rotina desta menina? – casa, playground, playground casa.
Natação ela já tá fazendo? – Não. Ela não pode ficar gripada, esqueceu?
Ambiente, curso, aulinha com outras crianças? – Não. Imagina a quantidade de virose solando nesses lugares…
Ela demorou a ir pro chão? – Chão, chão mesmo demorou. Ela ficava em cima do tapete até pouco tempo…
Você deixa ela sair sozinha com outras pessoas? – NUNQUINHA!
Nem da sua família? – Ninguém nem pede. Já sabe como eu sou….
Já deu brigadeiro? – Não. Nem bolo. Na verdade ela comeu escondido semana passada. A babá quem deu.
Dieta LIVRE. Tá lembrada? – Ela não come nada sólido.
Mas biscoito, tapioca, pão, que é sólido ela come, não come? – Come.
Então, ela COME sólido, Bruna. – Só o que ela quer…
Já viu alguém comer o que não quer? – Só os que não têm escolha, né?
Que não é o caso da sua filha. – Não, não é. (ponto)
Você tem cachorro em casa, não tem? – Sim. Mas só dei a carta de alforria dele quando a Miúda completou 1 ano. Uma vez na semana eu o solto. Os outros 6 dias ele volta pra prisão. (Hã?)
 Mesmo diante disso eu não vou me culpar 100%.Oka?
Mas me prometi que vou agir diferente.
Vou liberar GERAL. Me segurem! Vou ser a mãe mais desencanada desse mundo.
Tão rindo, né?
Aguardem.