Dica do especialista

A importância do teste da linguinha

7 nov de 2016 comentários

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O #PapodeBuchuda não foi bom só por tudo que foi vivido naquele final de tarde, mas deixou de “herança” vários posts para as buchudinhas, já que a gente tem conversa para vários encontros. Hoje estou por aqui para falar do Teste da Linguinha. Obrigatório no nosso País desde 2014,  pela Lei 13.002/2014. O objetivo do exame, criado pela Fonoaudióloga Roberta Martinelli, é avaliar a mobilidade da língua, detectar se existe alguma alteração no chamado frênulo, membrana que liga a língua à parte inferior da boca – também conhecido como freio.

A Lei ainda não “pegou”, espera por uma regulamentação do Ministério da Saúde, no entanto, vários hospitais, em especial os “Amigos da Criança” já realizam como rotina do Neonato, assim como os testes do olhinho, orelhinha e pezinho. O teste é simples, deve ser realizado nos primeiros 30 dias de vida do bebê, avalia o posicionamento da língua, dos lábios, do freio, e no final, um somatório de pontos, indica se a língua é presa ou não. Os profissionais que podem realizar esses testes são os Fonoaudiólogos, Dentistas e Pediatras, desde que habilitados. E os Dentistas e Pediatras são os que podem realizar o procedimento cirúrgico, nos casos de indicação pelo Teste da Linguinha.

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A língua presa além de ser uma grande responsável pelo desmame precoce, já que dificulta muito a amamentação – o bebe precisa fazer muito esforço para mamar e deglutir, ficando cansado e desiste de mamar- também dificulta a introdução de alimentos sólidos, já que a mastigação fica comprometida, assim como a deglutição e mais tarde a fonação.

Apesar de se tratar de uma cirurgia, a frenotomia é um procedimento simples, realizado com anestesia tópica, um “pic” no freio, que no neonato é uma membrana fina, e a língua é solta. Quanto maior a criança, mais fibroso, “grosso” fica o freio e ai só a Frenectomia, que e a remoção do freio é capaz de “soltar” a língua.

Eu sou Mãe de um menino lindo de língua presa, e se em 2011, quando ele nasceu existisse o bendito teste da linguinha, certamente, teria evitado o desmame precoce, a introdução alimentar não teria sido o terror que foi e não teria problemas com “R” vibrante como o da palavra “frio”. Naquela época a cirurgia só era indicada aos 5-6 anos, se a criança apresentasse problemas na fonação, apesar de ser nítida sua língua presa, segui o protocolo preconizado em 2011. Crianças mais velhas que já foram alfabetizadas apresentam ainda essa troca fonética na escrita, dessa escapei, Gui já operou e segue em terapia fonoaudiológica, a mastigação melhorou muito, experimentar novos alimentos e texturas foram coisas conquistadas recentemente, o bendito “R” vibrante ainda não sai espontaneamente, mas estamos perto.

Então, fica o alerta para as buchudinhas, não deixarem passar o Teste da Linguinha e para mamães que percebem alguma dessas alterações nos filhos maiores, procure um especialista para uma boa avaliação. Porque fazer o melhor para os nossos filhos é o que nos deixa mais felizes, sem dúvidas!

Texto por Dra. Gabriela Trindade
Odontopediatra
CRO 7908 PE

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