Mãetamorfose em Palavras

Mães Casadas Versus Mães Desquitadas

17 nov de 2014 comentários
Repostando um texto de 30 de setembro de 2010. 
Ps. Não mais sou desquitada. Estou no time das Casadas… Novamente! Mas continuo sendo Mãe, dessa vez de segunda viagem! 🙂
Desquitadas x Casadas
casadas e desquitadas 2
Imagem:
http://www.flavoreddelights.com/2010/06/40-delicious-cupcakes/
Cenário: Aniversário de criança. Coleguinha de classe da Princesa. Sem grandes intimidades com todas as mães da turma.
Aos poucos o “apartheid” começava a aparecer.
Confesso que não sou a mais nova das mães da sala, existem outras com a minha idade, e essa diferença mal aparece nas nossas conversas. Não me sinto menos experiente que nenhuma ali sentada. Afinal, várias são mães de 1ª Viagem, como eu. Mas há um porém claro entre nossa “pontual” relação, independentemente da idade: As Desquitadas e as Casadas forever.
Essa diferença, acreditem se quiser, é a mais acentuada em qualquer rodinha de conversa entre mães.
Generalizando um pouco, e consciente disso: O dia-a-dia é outro. As inseguranças e as algumas responsabilidades também. Os trâmites, as disputas e situações mudam. O way-of-life transmuta num fatídico separar de corpos.
É um tal de partilha de filhos (existe, isso? Existe, literalmente), horários enlouquecem, falta de apoio, novas relações, ciúmes de todos os lados, cobranças aparecem ainda maiores, e tudo isso como conseqüência de uma decisão nada simples: deixar ou ser deixado pelo casamento.
Voltando a festa…
Conversa vai e conversa vem. Chegamos ao assunto “atual namorados” ou “namoridos”.
Minha gente, é nesse momento que as Casadas arregalavam os olhos. Elas até tentavam conversar outros assuntos entre elas. Mas cá entre nós, o nosso se tornou bem mais interessante!
É outro tal de “ele já dorme na casa de vocês?”, “teus filhos falam alguma coisa?”, “ah, essa semana fomos jantar num lugar novo e super exótico…”, “aproveitamos que as crianças tavam passando uns diazinhos com o pai e…” e blá, blá, blá e blá, blá, blá…
Nessa altura da conversa, bastava um canto de olho nas Casadas pra ver olhares ora de reprovação, ora de inveja, nada branca. E às Desquitadas só lhes restavam grandes risadas.
Mas nem só de Aventuras e Emoções vivem as “avulsas”.
Momento dramático do encontro. A conversa entra no estado Deprê de “choros” e inseguranças do tipo: “E agora? Quem poderá nos defender?”
Como elas sentem falta disso…
As que casaram de novo já não mais compartilham, felizmente, dessa angustia. É a História da Boa companhia diária que permeiam as relações reais, mas saudáveis, sabe? Aquela ajudinha básica pra gente ser Mãe, Mulher, Profissional, Amiga, Patroa, tudo junto e sem deixar a peteca cair.
Ah, como é bom um Homem Forte ao nosso lado, no sentindo mais sublime que essa palavra possa ter. Né, não?
Neste momento, após alguns desabafos, o papo entra finalmente no assunto “Nossos Filhos”. A grande roda volta a reinar e esse tópico “apaziguador” veio em boa hora.
E no final da festa, todas voltaram a ser simplesmente: Mães.