Mãetamorfose em Palavras

Causos & Casos de Uma Mãe Não Saudosista Por Um Bebê

29 ago de 2014 comentários

E se eu disser que não estou sentindo falta de ter um bebê em casa?
E se eu disser que estou “Dando Graças” por não ver aqueles brinquedos tooooodos espalhados pela casa inteira, carrinho de bebê para um lado, banheira trambolho do outro, tapetão multicolorido no chão. E se eu disser?
Muitas Mães, depois que os filhos chegam perto dos 4 anos, começam a sonhar com um passado, não tão distante, em meio ao saudosismo insistente, onde a independência do caçula e seu “desgarramento” teimam em nos entorpecer. E toda essa bagunça – que citei ali em cima – e sua essência, onde a gente nem se imagina que não em outro caos de ambiente, se torna parte da casa. Se torna parte de ti. Você nem a (bagunça) nota quando está por ali.
Mas pela primeira vez em muito tempo, eu estou zero saudosista da fase onde as minhas filhas – e todas as outras coisas – viviam pelo chão, ou então, no nosso tão adorado colo.
Tá, eu bem sei que a parte do colo, eu ainda não sinto falta porque ando dando muito este, o colo, pra Miúdeza. Que supre toda e qualquer vontade no momento (tenho que frisar) de ter mais uma Bebê em casa.
Tou numa fase tão Egoísta do Lar. Querendo curtir cada cantinho, cada detalhe, montando tudo com tanto carinho e ao meu gosto. Uma fase tão minha casa. Tudo por causa da reforma, onde pela primeira vez pude, diante de uma casa própria, mandar e desmandar. Também Bem Sei (TBS) que com criança em casa, mesmo que maiorzinhas, essa beleza de tranquilidade e ordem não durará muito tempo. Ou pelo menos, para manter do jeitinho que eu imagino, trabalho eu vou ter.
Mas cá entre nós: nada se comparado com as “parafernálias” que a gente insiste em comprar por causa de um bebê! Muitas com utilidade fortíssimas, concordo. Outras nem tanto. Como um pula pula gigante, colorido até a alma, que teimei em levar pra casa, e a Miúda, mal ficava. Entre outras coisitas que nem vale a pena bem dizer…
Ai você pode falar: que eu digo isso porque já tenho duas filhas, estou satisfeita com minha duplinha.
E eu te falo que satisfeita com minha duplinha estou, mas sempre idealizei meu “voto de minerva” como costumo dizer… Fechar com chave de ouro. Sabe? Uma bela tripla de três.
Mas esta vontade de fazer a família crescer, neste ano, está tão distante…
Volto a dizer: Confesso que não estou sentindo falta de um bebê.
Falando nisso…
Ontem postei uma foto no nosso instagram (aproveita e segue a gente por lá @maetamorfose) falando justamente como ando valorizando esses momentos “a sós” lá em casa. Foi esta imagem que me inspirou a escrever esse post de hoje aqui no Blog.
Minha cama e eu: Um caso de amor profundo. Aquela hora em que você coloca as filhas pra dormir, corre pra rearrumar a cama só pra você (nem que seja por algumas horinhas), lembra que o marido tá no jogo do Sport, a casa é uma calmaria, o controle remoto é todo seu, pega uns biscoitinhos pra beliscar (integrais tá @dranutrologa ?) e vai curtir esse momento tão seu! Que dure uns minutinhos, umas horinhas (vai, vamos ser otimistas!), por favor!”
Quanto “mais bebê” em casa, mais raro fica este momento. #ZeroCulpa 
Agora… Eu me conheço, e amanhã mesmo posso me “desdizer”! Voltar a enlouquecer para ter um novo bebê! (Hahahahaha) #EssaSouEu
Ps. Deixando claro: em nenhum momento eu afirmo que a decisão em ter um filho está direta e unicamente interligado ao fato de querer ou não bagunça em sua casa! Tá? Pelo Amor! Estou falando do MEU momento. E da minha falta de saudade até então. 😉