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Duas filhas. Dois pais.

10 set de 2012 comentários
Fonte: http://9gag.com/gag/1004442
Situação habitual é ter que explicar “n” vezes que a Princesa não é filha de sangue de Pai Postiço. “N” vezes, em “n” lugares, para “n” pessoas.
Quando não é na frente dela, sai a frase no piloto automático: “Não, fulano (a). A Princesa não é filha de Pai Postiço. Ela é do meu primeiro casamento…” – Pensamento explícito em algumas feições: “Tão nova e já tá no segundo relacionamento (tsc tsc tsc)” – debaterei isso com vocês numa outra oportunidade…
Porém, quando ela está presente, eu falo a mesma coisa só que assim, oh: “Não, Fulano. A Princesa é a Filha do Coração de Pai Postiço. O Papai dela se chama…”. Nisso eu e ela sempre trocamos olhares com ar de riso, e finalizamos aquele papo por ali.
Hoje em dia tudo isso soa mais leve, fácil, faz parte. Mas no inicio não era bem essa tranqüilidade.Tocar neste assunto com uma criança de menos de três anos, que ainda estava na fase de aceitar seu novo mundo e sua nova configuração familiar era bem mais chato, digamos assim.
Tinha que administrar as minhas angustias, e os seus sentimentos. Uma criança tão pequenina já sentia tudo. Já tinha sua certeza que o bom mesmo era pais bem juntinhos. Que o seu lar só estava completo se existisse o “nós três de antes”.
Coração sempre ficava apertado ao escutar daquela miúda de outrora: “Mainha, mas porque papai não está aqui com a gente? Eu quero ele na nossa casinha, já!”
Aconteciam outros vários questionamentos, com direito a algumas sessões de ciúmes quando iniciei uma nova relação. Tudo isso só foi se acalmar quando eu e Pai Postiço decidimos de fato “nos juntar”.
Enquanto éramos apenas namorados, Pai Postiço sempre ia embora pra sua casa e nos deixava, novamente, “sozinhas”. Ela não entendia esse “abandono”, e no fundo nem eu gostava muito dessa situação. Após 2 anos de relacionamento, decidimos nos casar de vez.
Foi a salvação, inesperada, para que os ciúmes cessassem. Se tivemos medo que tudo aquilo piorasse? Claro que sim. Mas a convivência diária e o amor que Pai Postiço sempre transbordou pela Princesa foram ingredientes essenciais.
Ela percebeu que Ele amava estar ao nosso lado. Que o amor que Eu sinto por Ele é outra forma de amar. Na prática, Ele não mais nos “abandonaria” diariamente. Naquele momento, Ele passou a ter responsabilidade sob nós.
Pai Postiço não veio substituir ninguém. Até mesmo por que o Pai da Princesa é um Senhor Pai, Presente e Amado. Mudamos até de casa para iniciarmos, juntos, uma nova etapa.
Uma nova vida a três tinha acabado de começar…
  • É. Decidi – a pedidos – escrever um pouco sobre essa minha experiência pessoal. A sessão Duas filhas. Dois Pais. vai rolar algumas vezes por aqui. Isso é só o início. O que vocês acham da idéia? Já passaram por isso?