Mãetamorfose Indica

Educação Financeira dos filhos: Quando começar?

16 out de 2015 comentários
Falar de dinheiro com as crianças nem sempre é fácil. Não é mesmo? Crianças tendem achar que dinheiro é só pegar no banco ou usar o cartão de crédito, e pronto. Sem contrapartidas. Muitas não entendem de onde vem o dinheiro, algumas até o vincula ao trabalho dos pais, mas não sabem exatamente como. Alguns especialistas sugestionam começar a falar sobre educação financeira desde cedo,  para que eles se tornem adultos com uma vida financeira saudável também. Adorei algumas dicas colocadas pela Superintendente de Educação Corporativa da Mongeral Aegon, Patrícia Campos, e resolvi passar pra vocês! Vê só:
  1 – 1, 2, 3… Se a criança já sabe contar, é hora de começar a falar de educação financeira.
 O melhor momento para introduzir o tema é no momento que elas começam a contar. Mostre algumas moedas e ensine o valor de cada uma. Faça pilhas, agrupando e somando o dinheiro.
 2 – Sai do computador e vai estudar menino! Dar mesada não é uma forma de cobrar por boas notas.
 A partir dos sete anos, a criança já entende o que é uma mesada e pode começar a gerenciar quantias de dinheiro. Mas não é recomendável associar a mesada ao estudo. Ela não deve ser um prêmio por boas notas, estudar é responsabilidade da criança e ela deve entender isto.
 3 – O valor da conquista. Lembre seu filho que algumas vezes ele vai ter que esperar e juntar dinheiro para comprar o que deseja.
 Nem sempre o dinheiro que ganhamos no mês é suficiente para realizar a compra de algo que desejamos. As crianças devem entender também que juntar dinheiro é uma forma de conseguir o que ela quer, mas para isto é necessário mais tempo.  
4 – Tudo que passa na TV ele pede. Esclareça a diferença entre precisar e querer.
 Existem alguns produtos que são necessidades básicas como os de alimentação, limpeza e vestuário básico. Estas coisas são o que ele precisa. Já a propaganda infantil desperta na criança o desejo de ter e não a necessidade. Esclareça para ele esta diferença.
 5 – Não é dinheiro de plástico infinito. Quando usar o cartão de crédito, explique para a criança como ele funciona.
 Explique o conceito de crédito e alerte sobre os perigos do cartão de crédito. Não é só passar e não pagar depois. Existem os juros. Você precisa se programar para que o pagamento do cartão ocupe uma fatia do seu orçamento, não ele todo.  
6 – Dinheiro não cresce em árvore.  Fale como é o seu trabalho e por que você é pago por ele.
 O salário é composto por vários fatores, mas os dois principais são tempo e esforço. Para explicar ao seu filho o que é salário, diga quais são suas atividades diárias e o valor da sua hora trabalhada. Assim ele vai entender que é uma troca e que o dinheiro vem deste resultado.
 7 – A escolha é sua. Inclua a criança em pequenas decisões financeiras no supermercado, como qual fruta comprar.
 Educação financeira é baseada em escolhas. Muitas vezes para conseguirmos a quantia que desejamos temos que abrir mão de alguma coisa. Ele pode aprender isso em um supermercado. Separe um valor e diga que ele tem que escolher um produto com a quantia que tem na mão. 
8 – Alcance seus sonhos. Ensine que o dinheiro é só uma ferramenta para chegar aonde se quer.
 É sempre bom lembrar que dinheiro não é tudo. É uma ferramenta que pode proporcionar um bem ou uma experiência. Mas existem valores mais importantes como viver momentos em família, educação, ética e cidadania. 
Ótimas dicas, não? Vamos coloca-las em prática também?