Mãetamorfose em Palavras

Eu não sou uma super mãe.

4 nov de 2016 comentários

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Eu não sou uma super mãe. E vejo mais um fardo a carregar que um honra ao assim me rotular.

Não me sinto uma boa mãe em todos os momentos e oscilo essa sensação, algumas vezes, dentro de um único dia. Por horas, eu me vejo dando o meu melhor, como também em outras sinto que poderia estar mais presente, e até mesmo sendo mais paciente. Me sentir bem nesse papel, muitas vezes, muda drasticamente em menos de 24 horas.

Tem dias que é difícil mesmo. Conciliar trabalho, casa, marido, amigos, filhos chega até a ser sufocante. E por alguns momentos eu desejo me isolar do mundo e penso alto já dentro de um banheiro ou em algum canto sem defronto: façam de conta que eu não existo, por favor! Também tem dias que me sinto como se estivesse dando apenas “as migalhas” para as minhas filhas. O resto do que sobrou da paciência, da atenção, do melhor de mim. Nesses dias, então, a culpa bate forte.

Mas mesmo depois de sofrer que só, e até chorar diante da falível sensação, na virada do dia eu consigo ter uma alivio. Dormir e acordar já me traz uma energia diferente. E quando esse despertar vem junto com a acolhida das minhas filhas, como se nada tivesse ocorrido, eu finalmente relaxo. Elas conseguem desviar a tensão e me acalentar mesmo que seja por um olhar. Vê-las felizes na maior parte do tempo, amáveis e sendo tão maravilhosas me diz muita coisa. Eu vejo que não estou fazendo um “péssimo” trabalho assim. Eu vejo, ainda, que eu não estou indo pelo caminho errado. Elas, mais do que ninguém, me mostram que uma boa mãe não é super/perfeita.

Erros fazem parte do nosso próprio crescimento, e eu vou tentando fazer melhor das próximas vezes. Por isso, acordem tranquilas, mamães reais. Apenas o fato de você se preocupar em ser uma boa mãe significa que você já está sendo uma.