Mãetamorfose em Palavras

Incentivando o Vínculo entre Pais e Filhos

31 out de 2014 comentários
“Nos primeiros meses de vida, Mãe e filho estão extremamente conectados. Nessa fase é normal acontecer do pai se sentir meio de lado. E a mãe muitas vezes, por estar toda envolvida na “maternidade”, nem percebe. A gente sabe que não é apenas o vínculo mamãe-bebê que é importante para o desenvolvimento infantil, o pai presente faz toda a diferença.
Só que o vínculo não aparece do nada. Ele é construído no dia a dia. E para que o pai se aproxime do filho e se envolva com ele é preciso, antes de mais nada, de espaço e de tempo. E nisso, a gente pode ajudar e muito. Por exemplo: a gente dar de mamar, ele coloca pra arrotar.  Também é importante que você o deixe sozinho com o filho. Mostrando que confia nele e que, afinal, vocês dois estão aprendendo a ser pais…
Fonte: Educar para Crescer
Eu sei que muitas vezes a gente precisa se controlar para não interferir no tempo e nas funções que combinamos com o papai pra comandar. Mas é essencial que deixemos e que incentivemos esse tempo junto, pai e filho. Não é só em caráter de cobrança, hein? (Me pego horrores dando uma de #fiscalpaterna e isso é uóh, eu sei). Esse vínculo entre o papai e as crianças é um bem para o desenvolvimento afetivo e emocional dos nossos filhos e da nossa família como um todo.
Quando os filhos crescem não é diferente. As mães cada vez mais tem seus afazeres profissionais assim como os pais, e em minha opinião, eles devem compartilhar esses momentos com os filhos, sim. Seja num simples fato de levar as crianças na escola, ajudar na tarefa de casa, ajudar a escovar os dentes…  Essas “obrigações” que muitas vezes eram exclusivas das mães também podem ser compartilhadas. Não só a parte de  ensinar a pedalar, a patinar e os esportes radicais! Hein, papais? 😉
As vezes eu me pergunto: Por que só a mãe que tem que olhar a agenda do filho, saber o que está acontecendo na escola, procurar saber como anda os estudos dos filhos e suas interações sociais? Vejo cada vez mais os homens realizando esse papel, Graças a Deus (AÊêêêê!). Trocar uma roupa da criança, pentear os cabelos, ajudar a calçar um sapato, ou prepara-la pra dormir também entra no bônus, tá?
Os pais que simplesmente não se envolvem, em minha opinião, deixam de usufruir desse contato mais integrado e de todo o bem que isso nos trás, é um crescimento não só pra criança, nós, adultos, aprendemos demais com eles. Sem a participação ATIVA, o vínculo com o filho é quebrado (não que seja inexistente, entendam bem, mas uma lacuna aparece, sim), e eu morro de pena, pois não só o pai sai perdendo, mas a criança também, e muito. Por isso a nossa preocupação em sempre “cutucar” o marido, quando achamos que ele tá envolvido demais com outras prioridades. Os homens nem sempre têm esse feeling, né? E se não é a gente sinalizando, infelizmente, vejo muitos passarem despercebidos em relação ao tempo com as crianças. Não estou generalizando os Pais, tá gente? Conheço Pais que exercem seus papeis com muito zelo, preocupação e empenho daqueles! Que cuidam melhor que muita mãe por ai…
Nos finais de semana é mais fácil da gente receber aquela ajudinha amiga dos papais! Mas durante a semana, é massa quando os pais tentam adequar as agendas para se inteirar da vida dos filhos, e ser mais participativo da rotina mesmo. Não é tarefa fácil! Nem pra gente, e não será pra eles. Mas todo os esforço é válido e valorizado! Vamos combinar? Vale elogiar o maridão quando ele se desdobrar pra colocar uma fralda, ou colocar o filho pra dormir, hein? Não só de cobranças vive o homem! Reforço positivo e cheio de admiração é sem bem vindo. Falo isso principalmente para os Papais que se consideram mais “desajeitados”, com a prática e o habito tenho certeza que eles vão dá um show!
Pensando sobre o tema, esta semana postei no instagram essa foto aqui embaixo:
E escrevi: Tão vendo esse dois aí? Então, A dez minutos atrás tavam no maior “arranca rabo”. O papai chegou do trabalho, deixei os dois a sós no quarto para eles se curtirem. Um tempo só pros dois. Minutos depois o pai foi prepara-la pra dormir e a Miúda começou com a resenha habitual dela na hora de se vestir. Coisas que eu e a baba enfrentamos TODOS os dias nos momentos de escolher a roupa. Sabe aquela fase que a vestimenta só agrada por um minuto? E ela resolve mudar de segundos em segundos? Pronto. Foi um troca troca de pijamas daqueles!
No início o Papai Tava até paciente, mas a insatisfação da Miúda foi tanta, que o negócio foi esquentando, a malcriação foi chegando, misturada ao sono… Não deu outra. A paciência inicial dele foi logo embora. Ela se debateu, chorou e esperneou. Eu na cozinha estava, na cozinha fiquei. E Pensei: “Deixa eles se resolverem!” E no fundo também acho importante ele sentir “na pele” o que a gente passa. Sabe?
(Ele vai ler isso hehehehe)
Continuando… Fiquei Só escutando o choro, o falatório, o castigo que o pai deu, uns gritos, mais choros. Até ele vir com ela no braço, inchada que só ela de chorar, aparentemente mais calma. Soluçando. Ele Tava com uma cara…
Visivelmente respirando fundo, sentamos na mesa pra jantar. A miúda com a calça de um pijama, a blusa de outro. Tudo bem! O resto vocês já devem imaginar… Conversamos com ela. Trabalho em equipe. Nessa hora decidi ajudar!assado a tormenta, aqui estão eles, agarradinhos. Como se nada tivesse acontecido. Vai e vem ele se lamenta sobre o acontecido e eu só repito: “não é nada fácil educar!” Não é? Alguém já viu esse filme em casa?
Então, Mães e Pais leitores do Mãetamorfose. Final de semana ta aí fica mais fácil de construir esse tempo junto, e fortalecer esse vinculo com os pequenos. Só não deixem a peteca cair tanto durante a semana. Eu sei que vocês vão dar um jeitinho. Nós vamos tentar daqui, bora tentar dai? 🙂
Um ótimo fim de semana em família para todos.
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