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Mãetamorfose aos 20: A Saga

4 out de 2010 comentários
Quarto Ato:
mãe
Imagem:http://weheartit.com/entry/4089758
Decidimos ir direto pra minha casa. A minha MÃE tinha que ser a primeira a saber pra poder nos ajudar a compartilhar com os “demais”, vulgo PODEROSO.
Chegando em casa, ela na calma de sempre, pela minha cara já percebeu o que tava acontecendo.
– Ehh, Mãe… A gente tem uma coisa pra te contar…
– Pode falar.
(Curta e Objetiva)
Estava a espera de que o PAI falasse alguma coisa, afinal você quer ser poupada e protegida até nessas horas. Mas como não via um movimento da pessoa, soltei:
– Tô Grávida!
(Curta e Objetiva, também.)
– Ah, menina! Pensei que ia falar que tava alguém doente. Isso é problema?
Preciso dizer que foi alívio IMEDIATO?
E ela continuou falando que eu era nova, tudo bem, mas tinha família, estrutura, apoio e tudo o mais que precisasse. Afinal, não era nenhuma maluquete e não tinha mais 15 anos… e blábláblá e blábláblá.
E esses Blábláblás marcaram minha vida e me acolheram, como no fundo esperava.
Depois desse primeiro e importante passo, ainda tinha o mais temido. Pelo menos por mim. Como chegaria para conversar com o PODEROSO?
Na manhã do dia seguinte tive um vacilo Salvador. Estava tomando um antibiótico fortíssimo e pra não prejudicar o meu bebê (olha o amor aflorando e o desespero indo embora) decidi não tomar mais ele. Aí tive a Brilhante idéia de jogá-lo na Privada. E adivinhem? Esqueci de dar descarga.
O PODEROSO que costumava “batizar” meu banheiro todos os dias, e naquele não foi diferente, viu o danado dos comprimidos lá bem no fundo da “Deca Privê”. E não hesitou em me ligar pra saber que loucura e criancice era aquela minha de não tomar meus remédios.
E eu, gaguejando loucamente, não tinha o que falar. Lógico. Inventei uma linha cruzada tosca e desliguei na cara dele.
O que o desespero não faz? Não é?
Liguei na mesma hora pra meu outro Esteio, a minha irmã mais velha. “E o que é que eu faço agora? O QUE?” Era a pergunta que eu repetia parecendo uma vitrola arranhada.
– Calma, hermana. Você tá Grávida????
E foi assim que ela descobriu tudo. Chorando emocionada, ela me fez chorar também. Só que dessa vez de Alegria.
– É hermana, estou esperando uma sobrinha(o) sua e você vai ser a Madrinha!
Mais choroooooo…
Já a qualifiquei logo, e de certa forma, já dividi com ela essa maternidade. Mesmo sendo certo que ela era a minha primeira opção pra este “cargo”, naquele momento precisava de mais uma pessoa pra mergulhar comigo no mar das indecisões.
Retornando ao assunto o PODEROSO. Decidimos juntas que eu voltaria pra casa a noite pra explicar a ele o motivo de eu ter esquecido o remédio número 1, o da privada, e o número 2, o evita bebê.
(…)
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