Mãetamorfose em Palavras

Mãetamorfose em Palavras: Sem Perder a Liga

6 nov de 2014 comentários
 
Quando eles vão crescendo parece que uma força de “repuxo” vem se fortalecendo, nos afastando estranhamente, e o que antes parecia cola, perde a liga. Se não for a gente regando essa ligação, buscando nos segurar em uma relação de mãe e filhos bem peculiar, nada concisa e bem consistente, “o negócio” se complica e a gente fica rígida demais para perceber que educar quem avançou no tempo, não desmerece a cumplicidade de amar.
Ô memória fraca! Parece que nunca tivemos aquela idade antes.  E esquecemos, por alguns instantes, o que nos deixava a vontade e conectados aos nossos pais. Para lembrar, um exercício de memória logo faz voltar os melhores momentos e o que esperaríamos de nós, eu e meus pais. E Eu, agora, estando do outro lado da relação, me perco, muitas vezes na tentativa de me retratar e re-vivenciar todas as antigas sensações.
Quando mais novos, em sua primeira infância, a memória é mais “curta”, as desavenças são logo esquecidas, a necessidade física nos interliga e naturalmente a gente vira, quase sempre, uma coisa só. Com a idade, a independência. E a vivência, se não cuidada com amor, se interrompe, sendo nosso dia a dia uma eterna conquista em saber um pouco mais sobre nossos filhos, atraindo como um imã uma espécie de sinergia, deixando de lado cobranças duras, amadurecimentos turros, por essência, e orientações sem empatia.
Qual mãe quer perder um só lance da vida do seu filho? Eu não gostaria. Por isso minha eterna busca pelo “chegar junto”, tentando arduamente ser a quem ela procura descansar sua mente, não um mero ente, a quem me deve o seu Amor. Este, por sua vez, construímos, e manter também nos pertence como missão materna, com ou sem dor.
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