Dica do especialista

Mãetamorfose no Divã: A Importância de Dar Limites aos Filhos

4 set de 2014 comentários
Encontrado em: http://www.becodospoetas.com.br/
Eu trabalho com educação há 4 anos e reflito muito sobre o futuro. Futuro esse que está nas mãos de jovens e crianças atualmente. Será que eles estão preparados para tamanha responsabilidade? Será que os educadores têm consciência da grande responsabilidade em orientar e formar esses jovens? Entendendo educadores como família, escola e profissionais que têm papel ativo na formação destes.
Todo mundo sabe e comenta que Educação é uma das coisas, senão a coisa mais importante de uma nação. O maior e melhor investimento que um país pode fazer é na Educação. Quem tem educação, tem informação, tem conhecimento, tem sabedoria e tudo isso reflete na saúde, no profissional, no sucesso. Quando falo de educação não me refiro só ao conhecimento aprendido e apreendido nas escolas, nos livros, na internet, falo também da educação emocional do qual os pais são os maiores e mais importantes formadores.
Alguns fatos que me marcaram esse ano, me fizeram refletir bastante sobre esse assunto, não me manisfestei nas redes sociais porque não gosto de criar polêmicas, mas agora farei meu desabafo mesmo e que fique de reflexão para quem ler.
O primeiro fato foi o arrastão que houve na minha cidade (Recife) no mês de maio. A PM entrou de grave e bastou um dia só para que várias pessoas saqueassem lojas, shoppings, enfim, para que tudo se tornasse um caos. A maioria das pessoas que fizeram isso não eram ladrões, não tinham passagem pela polícia, mas agiram de tal forma em pensar que poderiam “se dar bem” já que não havia ninguém vigiando. A maioria das pessoas só obedecem as regras do trânsito quando tem câmeras, guardas ou radares. Será que para agirmos de forma certa, ética e educada precisamos estar sempre em vigilância?
Para mim ou você têm educação e ética ou não tem, não há meio termo. Educação é você saber se comportar independente de ter alguma punição ou vigilância. É o pai poder deixar a chave do carro á mostra e o filho saber que não deve pegar independente de ter alguém vigiando ou não, independente do pai saber ou não. É você agir de forma correta aonde você vá e independente de com quem esteja.
O outro fato que me fez refletir muito foi o ataque do tigre ao menino no zoológico. Foi uma fatalidade, fiquei com muita pena do menino e da família e várias coisas nesse ocorrido me fizeram refletir. Não entendo de leis de zoológico, mas vamos analisar o seguinte: havia uma placa dizendo para não ultrapassar, que era PROIBIDO,  e uma barreira entre a jaula e o local onde os visitantes ficam, mesmo assim o menino ignorou tudo isso, ignorou ás regras do local onde estava, ignorou os adultos que chamaram sua atenção para o perigo, e resolveu ir para perto da jaula. Será que precisava haver um vigilante para impedir tal situação? Se ele tivesse obedicido ás regras e leis do zoológico tudo teria sido diferente. E o pai onde estava?? Porque em entrevistas diz que foi coisa de 5 minutos para ocorrer o fato, mas em video mostra que foi mais tempo que isso e que se tivesse colocado limite no filho nada disso teria acontecido. Fiquei a pensar: será que esse menino estava acostumado a obedecer regras aonde fosse? Será que um menino de onze anos não sabe o quão perigoso é um tigre? A placa estava lá, era só obedecer ás regras do local.
Por isso que sempre falo para meus clientes, regras e limites têm que serem trabalhados desde cedo. A criança que sempre consegue burlar uma regra em casa, burlar uma regra na escola e tem apoio dos pais, vai se acostumar achando que sempre terá uma saída fácil, que não haverá punições, e um dia a vida mostra de um jeito mais difícil, seja um braço amputado, uma vida, a perda de um parente, a perda de um emprego. É muito triste ter que chegar a tal ponto de uma consequência mais séria.
Educar também é dizer “não”, é adiar recompensas, é colocar de castigo, é tirar o video-game, é colocar regras e limites. Isso faz a pessoa crescer com ser humano e é hoje em dia é até questão de sobrevivência.
Texto pela Dra. Amanda Pessoa de Melo
Psicóloga Clínica e Psicopedagoga
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