Mãetamorfose em Palavras

Mãetamorfose tu: Thais Figueredo

5 dez de 2016 comentários

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Essa história começa com uma menina muito medrosa. Desde criança nunca me machuquei, nunca quebrei nada, nunca fui de me cortar, cair, rolar, sangrar. Até pra fazer um exame de sangue era um terror, pressão caia, aquele medo, fiz uma tatuagem de patinha de cachorro no pulso que quase não terminei de dor. Parece frescura, mas sou mesmo sensível.

Quando engravidei, tomei um susto, Rique não foi programado, mas foi muito bem recebido. E eu só pensava a todo momento no parto, como ia ser, como ele ia sair, assistia a milhares de vídeos de parto. Parto normal ou cesárea? Ambos me assustavam, um pela dor e o outro pelos pontos e pelo pós parto.

Trabalhei a ideia do parto normal toda gestação, por eu ser da área da saúde, por eu saber que e melhor pra ambos, mamãe e bebê, e pelo pós parto. Treinei regularmente e trabalhei bastante a musculatura da pelve, me alimentei com muito cuidado pensando em tudo que comia. Tudo contribuiu pra uma gestação saudável e não tive nenhum contratempo que me levasse a pensar em outro tipo de parto. Mas sofria a cada pensamento. Até que enfim meu dia chegou.

Tudo começou numa sexta feira (11.11) com 38 semanas de gestação quando na consulta de rotina com o Dr. Rodrigo Rosa (@drrodrigorosa) tive a notícia que o Rique já estava EXTREMAMENTE encaixado e o colo fino. E que ele poderia vir a qualquer momento. Durante a semana eu fiquei toda apreensiva pois ainda não tinha terminado os detalhes finais das coisinhas dele, quartinho, saídas maternidade, lembrancinhas e já observava meu tampão saindo ao longo de toda semana, demonstrando os primeiros indícios.

Chegamos então na sexta-feira seguinte (18.11) com 39 semanas de gestação e então o Dr. Rodrigo nos deu a tão esperada notícia: Thais você já está com 3 cm de dilatação, colo fino e bebe encaixado e pelas minhas contas ele nasce entre domingo e segunda feira.

Entrei em desespero porque queria que o Rique segurasse mais 1 diazinho e nascesse de segunda pra terça (dia 22.11 em diante) pra ser do signo da mamãe, e porque eu também não me sentia preparada para a mudança. Queria fugir, mas pra onde?! Então com 3 cm de dilatação na sexta feira, decidi entrar em repouso pra ver se retardava o processo e consequentemente nascimento. Fiz isso, na verdade, porque estava com medo do parto.

Sábado (19.11) fiquei em repouso total morrendo de medo dele nascer e domingo (20.11) já comecei a me movimentar um pouco mais. Dancei forrozinho com papai  e também sai pra tomar um sorvete. Percebi que ele realmente estava chegando, pois cada passo na rua era uma tonelada de pressão na pelve.

Não sei se a dancinha e o passeio foram os determinantes, sei que assim que o domingo acabou e exatamente às 0hrs da segunda feira dia 21.11 tudo começou.

Às 0:00 hrs de segunda 21.11.2016 estava toda feliz assistindo TV qdo começou uma cólica mto forte e passou, não senti contração, senti cólica, achei estranho e ignorei. Em um intervalo pequeno veio novamente num intervalo média de 3 minutos e então na terceira cólica liguei pro Dr. Rodrigo, que me mandou direto pro hospital. Eu reclamava de dor e meu noivo ora preocupado comigo, ora comemorando aos pulos que o filho estava a caminho.
Chegando no hospital, 2 quadras de casa, as cólicas intensificaram de forma que nem conseguia mais me comunicar com ninguém. Era por volta de 0:20hrs e fui constatada com 5 cm de dilatação.

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Fui pra sala de observação e o Dr. Rodrigo chegou bem tranquilo. As cólicas eram mto mais fortes e voltavam rápido, não tinha descanso entre elas, tão logo fui constatada com 6 cm de dilatação e às 01:30 hrs am estava 8 cm de dilatação.

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Nesse momento já não era mais eu, esqueci o motivo de estar ali, queria desistir, mas não queria ir pra cesárea, queria apenas não existir, sumir de dor, sumir dali! Dr Rodrigo a todo momento me tranquilizando que estávamos na reta final e a anestesista enfim chegou às 02hrs em ponto quando eu estava com 9cm de dilatação, quase lá!

Recebi anestesia Raqui leve e então um alívio inexplicável tomou conta de mim. Não imagino continuando sem anestesia, a ciência também está ai pra nos ajudar e poderia até ter tomado antes, mas não foi anestesista que atrasou, eu que dilatei mais rápido que o previsto. Em menos de 1 min já estava de volta à realidade e só queria saber como estava o Rique, Dr Rodrigo então me orientou onde, como e quando eu teria que fazer força e pra mim foi fácil pois tenho muita noção do meu corpo.

Eu era muito boa pra fazer força por causa dos meus treinos. E o Dr se surpreendeu e disse: Eita que mulher forte!  A anestesia foi na medida certa e não perdi tanta força e em 3 contrações o Rique nasceu tão fácil que nem senti, nem ele (rs).

Eu optei por fazer a episiotomia pois minha dilatação foi muito rápida, o Rique queria sair mais depressa quanto meu corpo poderia acompanhar e minha FORÇA DE EXPULSÃO MTO MTO FORTE. Não quis arriscar lacerar de forma irregular e não me arrependo pois foram 4 pontinhos que nem sinto. A decisão foi feita na hora, mas não voltaria atrás pela intensidade que foi o parto e do pós que pra mim está sendo tranquilo.

O melhor foi querer levantar da maca e andar com meu filho (não deixaram), o melhor foi no outro dia me levantar e poder receber todas as visitas de pé, o melhor foi a realização de um sonho  parto lindo, bebê saudável, recuperação incrível. Obrigada Dr. Rodrigo Rosa por se envolver tanto com seus pacientes.

Imagem que expressa o momento: CONSEGUIIIMMMOOOOS!!

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Lindo né gente A Thais é personal trainer e Nutricionista e tem um Instablog ( @thais_health – sigam!) super bacana sobre saúde. Ficamos maravilhadas com a seu relato de parto e decidimos dividir com vocês.

Obrigada Thais, muitas felicidades para seu Rique!