Mãetamorfose em Palavras

Odisséia terrestre: pelas ruas do nosso bairro.

27 jun de 2012 comentários

4708873311_48132ca62d_z_large

http://farm2.staticflickr.com/1306/4708873311_48132ca62d_z.jpg vaizdų paieškos rezultatai

Hoje cedo, resolvi carregar a Miúda para levar a Princesa na escola. Tudo normal, não fosse a brilhante idéia de ir com o carrinho, ao invés de levá-la no colo, as always.
A dificuldade começou ao sair do prédio. Não podíamos passar pela entrada principal e sua “bela escadaria”. Pegamos pela tangente direto pra saída de carros, única com rampa.
Perigos a parte, tivemos que andar uma boa parte pelas ruas, porque no meio do “caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho…”
Tinham também obras, enormes raízes de árvores, vários cocôs de cachorros, buracos “nem tão fáceis assim” de desviar a pé, imagina de “McLaren Baby pro XT Super Mega Power”?
Preciso dizer que já na primeira manobra eu estava BEM arrependida pela minha escolha? O mamãe-canguru, por exemplo, já não era prático o bastante? Pois bem, não parava de martelar esse pensamento na minha mente.
Momento de auto-penitência:
“Que mãe burra do kcte! Tava achando que morava na Europa pra tomar essa decisão! Né? Pohan…”
Isso por dentro. Porque por  fora…
(Melosa)
– Tão gostando, filhas? Esse balancê é bom demais, hein Miúda? (Chacoalho dos mais fortes, numa versão “shake de bebê” pelas ruas do Recife).
E carregando mais o carrinho nos braços do que empurrando de fato, ainda tento distraí-las:
– Olha ali a Casa dos Gatinhos… Ops… Não Miúda, não tira o laço da cabeça! Não Miúda fica quietinha, filha! (Já não tão melosa assim)
Quando não, era…
– Princesaaaaa, aqui do lado de mamãe! Pega na minha blusa, vai! Eu já não disse que é pra andar do lado dos muros e não da rua? Bora atravessar, segura no carrinho agora…
Enquanto administrava a Princesa através das partes do corpo que me restavam (as mãos tinha que empurrar, ou melhor, segurar a nossa McLaren pelos obstáculos), a Miúda ainda tentava fazer um Hiper Contorcionismoseguido de gritinhos histéricos daqueles que o objetivo final é mesmo sair daquele troço e ir direto pro chão!
A minha ansiedade pra chegar à escola era grande! Tão grande quanto a minha vontade de poder fazer nosso tele transporte, ou simplesmente, voltar no tempo e não ter decidido sair com o bendito carrinho.
Após nossa odisséia ter terminado, e entre mortos e feridos termos tido a salvação final, só me resta pedir a vocês, a minha babá, a quem me encontrar no elevador, ao senhor Digníssimo Porteiro, ao senhor meu Marido que, POR FAVOR, não me deixe NUNCA MAIS sair de carrinho pelas ruas da nossa cidade! Eu vos suplico!