Mãetamorfose em Palavras

Ao meio.

6 jan de 2014 comentários
A divisão do nosso lar: trabalho escolar da Princesa.
Nem só de festas vive a virada do ano, e o inicio do ano novo. Com as férias, vem a divisão. Sim, para pais separados este é um dos momentos que a gente tem que “compartilhar” dos filhos. Metade aqui, metade acolá. Pacificamente falando, quando isso está bem definido e combinado com uma “certa antecedência” todos saem felizes. Mas quando não? É bronca. Já vi muita gente sofrendo pelas tabelas por ai. E pior, os filhos em “fogo cruzado” se desestruturam todinhos. Já começam o ano numa guerra sem fim.
Eu vim mesmo falar do que acontece no meu lar. Ano novo sem a Princesa é uma virada meio vazia. Meu coração fica meio oco, minha casa também. Todos sentem falta daquele ex-pitoco. Seu equilíbrio nos faz tão bem…
Queria ao menos ter dado um só beijinho na virada, pra dizer que tá tudo bem. Mas não deu. Antes dela “partir” a gente já se desejou, mutuamente, muito amor e saúde também. E quando ela voltar, ahhhh quando ela voltar, eu agarro ela por inteiro, pra nada mais ficar ao meio e a gente voltar a ter nosso esteio, dentro de casa, meu bem!
Vem logo, Princesa Amada! Eu sei quão importante é essa sua jornada juntinho ao seu Pai. Maaaaas mesmo com o passar dos anos, vivendo nesses dias de desencontros, eu não me acostumei nadinha em “ter você” apenas ao telefone. Come Home!
É, amanhã você chega trazendo toda sua leveza para alegrar os nosso dias, e noites, com toda certeza! Tamos te esperando… Vem!
Beijos, 
Mamãe.
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Sei que para muitas mamães solteiras, ou divorciadas, esse momento de “partilhar” a presença dos filhos é uma mistura de dor e alivio. Afinal, a gente não fez nossos filhos sozinhas. Fez? Compartilhar responsabilidades é muito bom, saudável e certo. Não podemos nos sentir culpadas, por isso: o alívio. No meu caso, minha casa NUNCA fica sem filhos. Sem crianças. A rotina praticamente não muda, por causa da Miúda. Mas antes da Miúda nascer, eu e meu marido aproveitávamos as idas da Princesa para namorar, viajar, fazer programações a dois. Agora, isso não faz mais tanto sentido. 
“Tanto sentido”? Calma, deixa eu explicar. Quando ela volta pra casa, ela mesmo tem curiosidade de saber o que foi que a gente fez nesse tempo “sem ela”. Contar das programações legais para crianças que fizemos, faz o seu semblante mudar. Ela não tava lá. Ela não pôde participar.  Sim, ela tava se divertindo horrores com o Pai (graças a Deus, o Pai dela é Dez), não teria motivo pra ela “sofrer”. Na teoria, não. Mas na Prática acho que ela queria ser DUAS. Poder vivenciar tudo dos dois lados. Não perder um minuto das duas famílias. Imagina o que é isso pra cabecinha dessa criança?
Pra amenizar, eu seguro toda minha emoção – por que eu mesma também queria que ela fosse duas, e pudesse tá com a gente em todos os momentos família – e começo a conversar sobre as suas travessuras nas bandas de lá. Valorizo a importância dos seus momentos com o Pai, e falo o quão seria legal de fazer aquilo também. E tento, sempre tento, repetir as programações que fizemos, com ela também.
E com vocês acontece assim? Como é sua história de #vidadepaisseparados. Compartilha com a gente!
Vem!