Mãetamorfose em Palavras

Uma reflexão sobre Maternidade e Paternidade nos primeiros meses do bebê

23 ago de 2016 comentários
 
Para começar, somos da opinião que maternidade e paternidade devem andar juntas para um único bem: a criação de um filho, sua família. Mas, acreditamos que numa família “tradicional” elas são moldadas em tempos completamente diferentes e possuem sintonia e papeis diferentes também. A gente acredita que cada uma tem sua importância essencial, e sim, continuam sendo diferentes. Não conseguimos ver uma substituir a outra nos casos de uma família onde existe pai e mãe de gêneros diferentes, assim como dependeria da forma de concepção do bebê. Bom deixar claro aos navegantes, que não estamos entrando no mérito de discutir a paternidade e maternidade numa família homo afetiva, por exemplo. Ou até no caso da morte de um dos pais, ou ainda no que tange a maternidade e paternidade na adoção. Essa experiência não nos pertence, então, não temos muito a discorrer quando esta ocasião.
Mas voltando pra o ponto inicial da nossa conversa, já pararam para pensar as mudanças físicas e emocionais vivenciadas pela mulher na gravidez e no pós parto? Por mais que tentemos dividir exatamente as tarefas com o cuidado com o bebê, achando que assim o recém papai estará exercendo bem a sua nova função, as exigências da mulher puérpera são diferentes. A amamentação e o reconhecimento natural do bebê com a sua mãe são de dificil compartilhamento. Isso não quer dizer que o pai tem uma função secundária nesta fase, pelo contrário, a atitude de apoiar a mãe em todas as esferas é de grande importância para que a mãe consiga passar por esse período um tanto conturbado. Quantas vezes não pedimos para o pai trocar uma fralda e nos irritamos com o resultado?! Será que ao invés desse pedido direto não estamos precisando de um outro tipo de apoio, um abraço, carinho ou compreensão?
 Afinal, é mais pai quem sempre acorda de madrugada do que aquele que não acorda?
Cada estrutura familiar funciona de uma forma, e em uma era de exigências feministas, a divisão de tarefas parece ser o mais justo. E muitas vezes é, principalmente quando isso ocorre de forma mais natural e não imposta – pela mãe parecendo um general. Mas, se a maternidade e paternidade são diferentes como falamos acima e no caso que também comentamos acima, como dividir essas tarefas de forma milimetricamente igual?
 Aceitemos as diferenças, e independente de qual é a atitude do pai do seu bebê, a comunicação continua sendo a chave do negócio. Nem sempre um papai-faz-tudo é o único caminho ideal, mas se cada um estiver ciente da importância da sua função na criação daquele serzinho, o casal anda junto numa mesma direção. E o resultado, além da grandíssima paz de espirito e paz no casamento, é uma criança vivenciando o mínimo de conflito possível em relação a sua criação por parte dos seus pais. ❤
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